top of page

O que os grandes relatórios globais revelam sobre o novo consumidor e o novo papel das marcas

  • 1 de jan.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 4 de jan.


O marketing de 2026 já começou — e ele exige escolhas mais inteligentes



Durante muito tempo, o marketing foi uma disputa por atenção.Mais alcance, mais anúncios, mais conteúdo, mais barulho.


Mas os dados mais recentes mostram algo diferente — e preocupante para muitas marcas: atenção não garante mais resultado.


Relatórios globais de referência como Kantar Marketing Trends 2026, WGSN Previsão de Marketing 2026, WGSN Consumidor do Futuro 2026 e Pinterest Predicts 2026 chegam a uma mesma conclusão, por caminhos distintos:

Em 2026, marcas não vão competir por atenção. Vão competir para ser escolhidas.

E essa mudança impacta diretamente empresários, líderes e negócios que precisam crescer com consistência — não apenas aparecer.


Um ponto de inflexão no marketing

Segundo a WGSN, o marketing entra em 2026 em um ponto de inflexão provocado por três forças principais:

  • mudanças profundas de valores,

  • aceleração da inteligência artificial,

  • e um consumidor emocionalmente cansado.

Ao mesmo tempo, a Kantar aponta que o crescimento global da publicidade continua forte, mas com um paradoxo claro: mais investimento não significa mais eficácia.

O problema não é falta de comunicação.É excesso de estímulos, mensagens genéricas e marcas pouco claras.


O novo consumidor: cansado, mais crítico e menos tolerante

O relatório WGSN Consumidor do Futuro 2026 deixa isso muito evidente.

O consumidor que está se formando:

  • está emocionalmente sobrecarregado,

  • desconfia de promessas exageradas,

  • rejeita urgências artificiais,

  • e evita marcas que exigem demais.

Não se trata de um consumidor fraco — mas de um consumidor mais seletivo.

Ele não quer ser convencido.Quer se sentir compreendido.

Essa mudança explica por que:

  • campanhas gritadas perdem efeito,

  • marcas genéricas desaparecem,

  • e experiências confusas custam caro (a WGSN estima perdas globais de até US$ 2,7 trilhões por experiências ruins).


Emoção não é estética. É decisão.

Outro ponto comum entre os relatórios é a centralidade das emoções.

A WGSN Marketing 2026 e a Kantar reforçam que a emoção se torna o principal motor da decisão de compra — especialmente em um mundo cada vez mais mediado por algoritmos e IA.


Em um ambiente onde a inteligência artificial filtra opções, marcas sem clareza emocional simplesmente não entram na conversa.


Já o Pinterest Predicts 2026, baseado em dados reais de busca, mostra que o desejo do consumidor migra para:

  • experiências sensoriais,

  • estética com identidade,

  • expressão emocional,

  • e narrativas visuais fortes.

Estética, aqui, não é tendência.É linguagem cultural.


Narrativas duplas e marcas com mais de uma voz

Um dos insights mais práticos da WGSN é a necessidade de narrativas duplas.

Em 2026, o consumo será claramente intergeracional:

  • públicos maduros buscam clareza, calma e profundidade;

  • gerações Z e Alfa respondem melhor a humor, caos controlado e linguagem de internet.


Marcas que insistem em uma única linguagem tendem a perder relevância em parte da sua base.


Isso não significa perder identidade — significa saber traduzir o mesmo posicionamento em diferentes códigos culturais.


O erro mais comum das marcas hoje

Cruzando os quatro relatórios, um erro aparece de forma recorrente:


👉 confundir visibilidade com relevância.


Muitas marcas:

  • produzem muito,

  • aparecem bastante,

  • seguem tendências,

  • mas não constroem significado.

O resultado?São vistas, mas não lembradas.Lembradas, mas não escolhidas.


O que empresários precisam ajustar agora

Se 2026 já começou do ponto de vista estratégico, algumas decisões se tornam urgentes:


1. Clareza antes de volume

Não adianta aumentar investimento se a marca não é clara sobre quem é, para quem fala e por que existe.


2. Intencionalidade no conteúdo

Qualidade, coerência e intenção passam a valer mais do que frequência.


3. Emoção com responsabilidade

Criar vínculo não é manipular emoções — é respeitar o estado emocional do consumidor.


4. Experiência simples e humana

Marcas que facilitam a vida ganham espaço.Marcas que complicam, perdem.


5. Estética como estratégia

Visual não é “acabamento”. É parte central da decisão.


O papel das marcas em 2026

Os relatórios não pedem que marcas salvem o mundo.Pedem algo mais simples — e mais difícil:

não cansar as pessoas.

Em 2026, crescem as marcas que:

  • respeitam o ritmo humano,

  • criam microalegrias,

  • constroem confiança,

  • e oferecem clareza em meio ao ruído.


Onde entra a Intencional

Na Intencional, o trabalho começa antes do post, do anúncio ou da campanha.

Nosso papel é:

  • ler cenários,

  • interpretar movimentos,

  • e traduzir dados globais em decisões estratégicas reais para marcas.


Porque em um mercado cansado de fórmulas prontas,estratégia bem pensada virou diferencial competitivo.


O marketing de 2026 não é mais sobre chamar atenção a qualquer custo.É sobre ser a escolha certa, no momento certo, para as pessoas certas.

E isso exige menos barulho —e muito mais intenção.

Comentários


© 2025 por Intencional Comunicação.

Instituto Caldeira (Tv. São José, 455 - Navegantes, Porto Alegre - RS)

bottom of page